Se enlouquecer, não se apaixone



Sabe aqueles domingos que você não tem nada pra fazer e de repente da aquela vontade de ver filmes ruins só pra passar o tempo. Pois bem, na transição de seis meses entre sair de vez do ensino médio e entrar na faculdade eu estava nesse ócio e resolvi ver todos os filmes com nomes ruins que eu encontrasse pela frente, só que nessa historia de "julgar o filme pelo título" eu acabei descobrindo diversos filmes bons que não tiveram tanto destaque aqui no Brasil (provavelmente por não haver, sexo, violência e piadas com estereótipos que são coisas que nós brasileiros amamos não é?). Dentre esses filmes encontrei: " Se enlouquecer, não se apaixone", que de longe foi o título mais cafona e tosco que eu já vi na minha vida. E pior, descobri que esse título frustrante é só uma tentativa do marketing de relaciona-lo á " Se beber, não case", simplesmente porque Zach Galifianakis (o gordinho engraçado) está nele, o que é ridículo, principalmente porque a atuação de Zach nesse filme, faz você esquecer todos os papeis engraçados que ele fez anteriormente, pois embora seu personagem tenha todo um ar cômico ele é tem uma carga emocional muito intensa.

Reclamações a parte, o filme vai nos contar a historia de Craig, que é aquele tipico adolescente que esta passando por varias crises próprias da sua idade: é super pressionado pelo seu pai para entrar em uma especie de curso de ferias em uma escola super renomada, para assim poder entrar numa boa universidade e ter um emprego decente. Ele também esta apaixonado pela namorada do seu melhor amigo (que é o cara mais descolado do mundo), alem de  todos os outros problemas que  adolescentes passam e que nenhum adulto acha que é grande coisa, mas que só quem esta passando sabe o quão grande é a confusão de emoções que esta acontecendo. Por conta de todos esses "problemas", Craig acha que está tendo tendencia suicidas, pois está tendo vários sonhos onde ele se mata, quando acha que essas tendencias estão muito graves ele decidi que precisa de ajuda de profissionais. Sem contar aos pais, Craig vai até o pronto socorro mais próximo e sem querer acaba pedindo pra que o internem na ala psiquiátrica por 5 dias. E nesses 5 dias ele conhece todos os tipos de "loucos" dentre eles o Bobby (Zach) que tentou se matar seis vezes e agora está tentando se re-ajustar por causa da sua filha de 8 anos, no decorrer do filme Bobby e Craig viram ótimos amigos e mesmo com todos esse problemas Bobby se torna um grande conselheiro pro Craig dando a ele um dos mais importantes conselhos: "Viva". 
Craig também conhece a bela Noelle que tem mais ou menos a mesma idade que ele e que passa por problemas parecidos, porém um pouco mais intensos e é claro que os dois vivem um romance nos corredores do hospital com direito a briga por ciumes e tudo mais. Pode se dizer que é esse romance que da todo o contrapeso na historia de lição de moral que Craig vive dentro do hospital. 
É muito interessante ver o amadurecimento do Craig durante esses 5 dias que ele passa na clinica e a percepção que ele desenvolve de que "tem pessoas que podem estar passando por problemas bem piores que os meus e que talvez meus problemas sejam um pouco fúteis". Um dos pontos positivos do filme são quando Craig faz narrações em off contando casos que aconteceram no decorrer da sua vida, ou coisas que ele esta pensando, mas prefere não falar. E é impossível de não se fazer os mesmos questionamentos de Craig quando se termina de ver esse filme. 
Quando eu achei que o filme já estava bom demais os personagens fazem uma performance de uma das minhas musicas favoritas: Under Pressure do Queen, que caiu como uma luva pra trilha sonora do filme.


Ainda acho uma pena colocarem um título tão escroto no Brasil

P.S.: Nas minhas pesquisas eu descobri que esse filme foi baseado em um livro que com certeza eu lerei em breve.



Diretor: Anna Boden, Ryan Fleck
Elenco: Keir Gilchrist, Zach Galifianakis, Emma Roberts, Viola Davis, Zoe Kravitz, Lauren Graham, Jim Gaffigan
Produção: Ben Browning, Kevin Misher
Roteiro: Anna Boden, Ryan Fleck, Ned Vizzini
Fotografia: Andrij Parekh
Trilha Sonora: Broken Social Scene
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Comédia Dramática
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Focus Features / Misher Films / Wayfare Entertainment


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About Erick Sant Ana

22 anos, também conhecido como o terror das Coca-Colas alheias, hiperativo e desatento é mestre na arte de esbarrar derrubar e quebrar coisas. Leitor compulsivo e portador da doença "não dormi direito, pois estava assistindo séries". A frase que você mais vai ouvi-lo dizer é "To com fome" e tem o péssimo hábito de falar de si mesmo na 3ª pessoa.

2 comentários:

  1. Até que o título não é tão feio assim, comparado a outros desastres aqui no Brasil.

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  2. Parece ser um ótimo filme, quanto ao título, quando que não estragam um nome de filme no Brasil?
    Mas enfim ótima postagem parabéns pelo site. Sucesso ai!

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