Trilogia: Estilhaça-me - Tahereh Mafi






Título Original: Shatter Me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304

Ano: 2012
Estilhaça-me (Livro 01): 

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.
(Skoob)





Título Original: Unravel Me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448

Ano: 2013

Liberta-me (Livro 02):

Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette.
Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida.
Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor.
(Skoob)







Título Original: Ignite Me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 384

Ano: 2014
Incendeia-me (Livro 03):

O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado.
Juliette foi a única que restou no caminho d O Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, O Restabelecimento não sobreviverá.

Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.
(Skoob)






CUIDADO!! CONTÉM SPOILERS

É impressão minha ou as ditopias estão em alta na literatura hoje em dia? Tô adorando!

Vamos falar da trilogia distópica Estilhaça-me: ALELUIA um livro com final feliz. Eu estava achando que teria que desistir de ler livros novos porque ninguém além de mim queria mais esse tipo de final risos.

O primeiro livro me entediou um pouco, mas eu entendi a intenção da autora (e foi ficando mais claro conforme eu fui lendo os outros dois livros). Ela fazia comparações exageradas e cansativas e repetias palavras, o que me deixava bem irritada. Mas como estamos vendo a história pela visão da Juliette, a garota especial que mata qualquer um que toca nela e que passou 264 dias trancafiada em um manicômio sem o contato com nenhum outro ser humano, era de se esperar que a sua capacidade de articular pensamentos estivesse meio debilitada e ela precisasse desses artifícios para descrever algumas situações e sensações. Faz muito sentido e foi com esse pensamento que eu continuei lendo. Depois que o fofo lindo maravilhoso do Warner a soltou dessa prisão e ela foi se acostumando com a realidade do mundo e saindo de sua casca, as comparações exageradas e cansativas pararam um pouco e a repetição de palavras também.

E esse tipo de evolução da personagem foi bem sutil, mas eu achei que foi uma forma muito interessante de trabalha-la. Uma pessoa tão absolutamente traumatizada como ela não teria uma linha de pensamento “normal” e gostei que a autora pensou nisso quando estava escrevendo.

Inclusive, eu achei todos os personagens bem-construídos. Eles parecem um pouco superficiais no começo (o Warner é obviamente um psicopata, o Adam é o cara perfeito, etc) mas durante a coleção, nós nos aprofundamos na personalidade de cada um conforme Juliette vai conhecendo-os. O Warner, filho dO Comandante Supremo se mostra uma pessoa incrível com várias camadas de trauma e ódio, que são apenas uma fachada para a pessoa que ele realmente é 50 Tons de Warner rs, o Adam é uma pessoa boa, mas tem seus momentos, que faz a gente perceber que ele está bem longe de ser perfeito, o Kenji é o melhor personagem DO MUNDO e eu queria MUITO ser amiga dele... Todos tem seu lado bom e ruim.

O livro se desenvolve em um mundo que está morrendo pois os humanos cagaram tudo. Não existem pássaros, a vegetação não tem mais força pra crescer, as nuvens tem uma cor errada... Então O Reestabelecimento apareceu com a promessa de resolver tudo e: se mostraram tiranos que estão acabando mais ainda com os seres humanos. Nesse meio tempo, algumas pessoas (tipo a nossa querida Juliette) estão nascendo com dons especiais e, numa pegada tipo x-men, eles se organizam em um grupo, o Ponto Ômega, para treinar e derrubar O Reestabelecimento.

Apesar de ser fã de clichês, eu gostei que o final fugiu de vários deles. Depois de um treinamento intensivo para dominar seu poder, Juliette sai determinada a matar o Supremo e, quando o encontra, não faz um discurso de meia hora com a arma apontada para a cara dele: ela simplesmente atira e fim. Nenhuma enrolação. Achei justo.

E, no final, as pessoas importantes sobreviveram, o casal ficou junto e todo mundo ficou feliz. Yay <3

Então eu recomendo que leiam a coleção e que não a julguem pelo primeiro livro. Apesar de eu ter visto várias resenhas que falavam super bem dele, eu não o curti tanto até que li os outros dois e percebi o motivo das coisas que me incomodaram. No fim, adorei a construção da história.

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