< / SCORPION > - Análise 1ª Temporada


Pra dar uma variada no tipo de resenha que eu faço, hoje eu vou falar sobre um seriado que não sei porque não está sendo tão divulgado. Ok, em uma realidade que existe Jessica Jones, Sense8, How to Get Away With Murder e Orange is the New Black, talvez Scorpion não seja considerado uma puta produção, mas acho que é um seriado que merece sim a nossa atenção.




Ela começou a ser transmitida em 2014 e hoje está na segunda temporada (que ainda estou assistindo, então não vou falar muito sobre ela).

Inspirada em uma história real, Scorpion é uma equipe de gênios liderada por Walter O’Brien, gênio com um QI de 197 e contratada pelo governo para resolverem certos casos que só eles conseguem, visto que são, bem, gênios.


Vamos falar um pouco dos personagens e depois no final eu dou a minha opinião sobre a série, ok?

Walter O’Brien: líder da equipe, Walter é um gênio e basicamente a pessoa que mantêm os outros membros da equipe juntos. Quando era mais novo, ele quase foi preso por ter hackeado a NASA, mas o agente Cabe Gallo, da Segurança Interna, começou a trabalhar com ele para desenvolverem máquinas e estratégias para o governo americano. Como era de se esperar, sua inteligência emocional é inexistente. Ele pode ser um gênio, mas não consegue lidar com pessoas at all.

Aí que entra a Paige Dineen. Começando o seriado como uma garçonete, Walter a encontra e percebe que seu filho, Ralph, é especial, como ele e sua equipe. O menino de 9 anos é um gênio e sua mãe não consegue entende-lo. Obviamente, Walter Scorpion a contrata para trabalhar com eles – enquanto eles a ajudam a entender Ralph, ela os ajuda a lidar com outras pessoas como um ser humano normal. Ela funciona como uma tradutora para a equipe.

Toby Curits é um behaviorist, ou seja, ele analisa comportamentos e consegue ler pessoas facilmente. É formado em medicina e possui problema com jogos. E, pra mim, é um dos melhores personagens da série, por motivos de: fofo. Brincadeiras à parte mais ou menos, eu sinto que ele é uma parte essencial para que o seriado não fique maçante por causa de sua personalidade. Diferente do Walter e da Happy, ele não é um robô quando se trata de emoções.

Happy Quinn é um prodígio da mecânica, que não sabe lidar com emoções (e, consequentemente, as evita). Quando era pequena, seu pai a abandonou em um orfanato, por não saber como lidar com ela e seu super-cérebro e a morte de sua esposa. Ela cresceu com esse trauma, onde pessoas sempre vão te decepcionar – máquinas não.

Sylvester Dodd é uma calculadora humana. Consegue memorizar qualquer coisa que vê e contas não são um problema para ele. Sofre com TOC e ansiedade e é super sensível. Ele não finge não ter sentimentos, mas conseguimos ver que ele é traumatizado, o clássico nerd gordinho que nunca conseguiu se enturmar direito e sofria bullying na época da escola.

Scorpion junta um pouco de TBBT com Criminal Minds. É meio policial, meio nerd, com uma pitada de romance na medida certa. Mas tem um porém.

As soluções apresentadas para os mais diversos problemas são, na melhor das hipóteses, questionáveis. E isso vai aumentando de nível a ponto de incomodar um pouco o quanto os roteiristas subestimam a inteligência do público. Para se ter uma ideia, minha irmã e meu pai desistiram de assistir porque as mentiras eram “pior que MacGyver”.

Se, como eu, você não se incomoda em ver algumas muitas coisas absurdas disfarçadas de “científicas”, o seriado vale muito a pena para se divertir e passar o tempo.

Em compensação, os núcleos românticos são bem fofinhos. O desenvolvimento da dinâmica entre os personagens e como eles vão aprendendo a lidar com certas emoções no desenvolver da história, pra mim, salva o seriado e por isso continuo assistindo.

Não, Scorpion não é uma super produção, mas vale a pena perder um pouco do seu tempo pra assistir <3


Share on Google Plus

About AlanaGob

0 comentários:

Postar um comentário