Stranger Things - Análise 1ª Temporada


Caso você não tenha passado as últimas semanas preso em um caverna sem qualquer tipo de contato com o mundo externo, tenho quase certeza que você já deve ter ouvido falar de Stranger Things, a mais nova série original da Netflix que aparentemente deixou todo mundo alucinado.


A série que se passa no ano de 1983 vai começar nos contando a historia do desaparecimento do pequeno Will Buyers (Noah Schnapp), que após uma partida de 10 horas de RPG com seus amigos, some em condições um pouco estranhas. Praticamente toda população da pequena cidade se une para encontrar o garoto, mas seus melhores amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) acreditam ter mais chances de encontra-lo. É nessas buscas que os garotos encontram uma estranha garotinha com poderes sobre-humanos conhecida apenas como Eleven.



É bastante complicado para mim ser totalmente imparcial na hora de falar sobre Stranger Things, pois me apaixonei pela série de uma forma que eu não me apaixonava por uma historia a muito tempo. E acredito que assim como eu, muitas pessoas devem se sentir exatamente da mesma forma e isso se dá pelo cuidado que toda a produção de Stranger Things teve ao criar a "experiência de assistir" ela. Explicando melhor, aqui não estamos falando de uma série que tem apenas um ótimo roteiro, atuações excelentes e personagens carismáticos. Stranger Things foi divulgada como "Uma carta de amor aos anos 80" e é exatamente isso que ela é, tudo nela, desde a direção de arte, ambientação, trilha sonora, figurino ajudam a criar a experiência de que aquilo que você está assistindo de fato é algo daquela época, a sensação de nostalgia criada ao assistir a série é tão grande que é como você reencontrasse um grande amigo de infância que você não via a muito tempo. E se eu que vivi apenas resquícios dos anos 80, já que fui uma criança dos anos 90/2000, senti tudo isso, imagina pra quem de fato viveu naquela época.



Mas não se engane, se você pensa que Stranger Things é "uma homenagem pela homenagem", ou seja, que ela simplesmente existe para alimentar a nostalgia das pessoas, sem nada de inovador. Muito pelo contrário. Embora, Stranger Things seja uma série cheia das referências, homenagens e clichês, ela é extremamente original, é como se tivessem pego as obras do Stephen king, Os Goonies, ET, Poltergeist, Super 8, os filmes do John Hughs e transformado em algo totalmente novo.
Outro grande mérito da série é a forma com que a historia vai se desenvolvendo. Existem esses três núcleos principais: As crianças, os adolescentes e os adultos e cada um desses núcleos segue um plot diferente, cada um em seu ritmo, que no inicio até parece quebrar um pouco a narrativa e você acha que aqueles personagens estão ali apenas para encher linguiça. Porém, no decorrer dos episódios esses plots vão se entrelaçando de uma forma tão natural e inteligente que você acaba percebendo que, não, em momento algum a série estava enrolando. E isso se dá, acredito eu, principalmente pelo fato dela só ter 8 episódios, o que eu achei mais que suficiente para desenvolver a historia.



E o que falar do elenco gente? Wynona Rider está arrasando no papel de Joyce, a mãe do pequeno Will, ela consegue transmitir com uma veracidade todos os sentimentos de uma mãe vivendo a dor de ter um filho desaparecido poderia ter. Mas quem roubou totalmente a cena foi o elenco infantil, os garotos tem um química e um carisma tão grande que é como se de fato eles fossem amigos a vários anos e a pequena  Millie Bobby Brown, mesmo com poucas falas consegue transmitir apenas com olhares e expressões, toda a confusão,inocência e dor que a sua personagem Eleven está passando.
Eu poderia fazer vários e vários parágrafos aqui elogiando Stranger Things, mas acho que já deu pra entender o quão maravilhosa essa série é. Eu virei totalmente fanboy dela e se você ainda não assistiu meu caro, acho bom você consertar esse seu erro de caráter e correr até o Netflix maratonar essa delicia de série.


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About Erick Sant Ana

22 anos, também conhecido como o terror das Coca-Colas alheias, hiperativo e desatento é mestre na arte de esbarrar derrubar e quebrar coisas. Leitor compulsivo e portador da doença "não dormi direito, pois estava assistindo séries". A frase que você mais vai ouvi-lo dizer é "To com fome" e tem o péssimo hábito de falar de si mesmo na 3ª pessoa.

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