Crítica: Travelers



Mais uma série aqui no blog e estou bem empolgada por conseguir listar duas séries da listinha de séries que eu fiz para 2017 (você conferir as séries que eu escolhi no post aqui do blog). A primeira foi The OA que eu adorei demais e também fiz a crítica sobre ela. Travelers foi uma indicação de um amigo e quando terminei The OA, tive que começá-la porque ela estava disponível na Netflix (a primeira temporada têm 12 episódios) e agora que eu já terminei há uma semana e estou com a cabeça no lugar para escrever pra vocês, vamos falar um pouco sobre Travelers.

Algumas centenas de anos no futuro, os últimos sobreviventes humanos com toda a sua tecnologia conseguem descobrir uma maneira de enviar a consciência humana de volta no tempo, mais precisamente para o século XXI, século derradeiro para salvar a futura raça humana da extinção. Esses "viajantes" assumem a vida de pessoas aleatórias que estão, de alguma forma, prestes a morrer e assim, assumindo a entidade daquele corpo, daquela consciência, eles trabalham secretamente para evitar o fim da humanidade. 


Além de ter que se adequar a esse mundo totalmente diferente, os "Travelers" precisam assumir, de certa forma, a vida daquela pessoa, e isso é muito complicado pois eles precisam concluir as missões que são dadas pelo "Diretor" sem comprometer a identidade daquele ser. Cada um têm uma função naquele grupo e, depois, descobrimos que existem vários viajantes ao redor do mundo. Têm o líder, a médica, o historiador (capaz de ver datas de acidentes e coisas do tipo), a defensora e o engenheiro.

A série é de ficção científica e é muito boa, foi lançada em dezembro do ano passado na Netflix e, pouco divulgada também. Os episódios têm em média 43 minutos e em sua maioria, prende o telespectador até o fim (em sua maioria porque sempre têm aquele episódio que é um pouco enrolado). Viagem no tempo já é um assunto muito abordado em filmes e séries, mas a forma como eles trabalham na série é bastante sólida e diferente, principalmente por mostrar as dificuldades que é sair do seu corpo original, do seu conforto, para voltar no tempo assumindo um corpo e uma vida que não é sua para salvar a raça humana meio às cegas, dependendo das missões que o Diretor avisa e seguindo suas intuições de acordo com a função de cada um. Então têm episódios que focam bastante as agonias dos viajantes sabe, entre ser a pessoa que eles realmente são e fingir ser aquele corpo daquele século.


Importante destacar aqui que a série, embora de forma "não muito escancarada", trata muito assuntos ambientais e também o fato de que, no nosso século, nos alimentamos com carne animal, o que leva as pessoas que assistem a pensar e refletir sobre o nosso consumo a partir da morte de um animal (o que me leva a escrever só sobre isso e provavelmente vai estar no blog domingo) então, todos os viajantes ficam pasmos com o fato de que nós, do século XXI, comemos animais. Outra coisa também que eles abordam bastante é a medicina sabe, é impressionante como os efeitos especiais e a produção trabalharam muito para trazer algo bem feito e que parece mesmo ser do futuro.


Travelers consegue abordar bem mais do que só "salvar a Terra" sabe, mostra as dificuldades, diferenças, trabalho em equipe, a importância de cuidar desse planeta antes de mais nada. Se você gosta de séries de ficção científica com pitadas de drama e ação, aposto que você vai devorar. Mesmo tendo somente 12 episódios muito bem construídos, eu não consegui zerar ela em um único dia, principalmente por ela ter muita informação sabe, então você precisa assistir com calma e no seu tempo, para não deixar escapar nenhuma informação.
Alguém já assistiu a primeira temporada de Travelers? O que acharam?


Share on Google Plus

About Alexsandra Ferreira

Alexsandra tem 20 anos, virginiana e universitária, que ama filmes, música e compras, além de desenhar nas horas vagas e cantar (tentar). Quer fazer Ciências Contábeis após a Pós-Graduação e quem sabe, vários cursos voltados para web design, que tem tudo a ver (haha sqn). Sonha conhecer o mundo todo (seja pelos livros ou não), mas parte dele também vale.

0 comentários:

Postar um comentário